domingo, 26 de janeiro de 2014

No aniversário de 30 anos das "Diretas Já", Lula lembra valor da democracia.

Da esquerda para a direita: Tancredo Neves, Dona Rizoleta Neves, Franco Montoro, Fernando Henrique Cardoso, Luis Gushiken, Miguel Arraes, Luiz Inácio Lula da Silva e Ibsen Pinheiro (último atrás da faixa das Diretas Já) encaminham-se para o Comício Pró-Diretas, realizado na zona central da capital.
 Da esquerda para a direita: Tancredo Neves, Dona Rizoleta Neves, Franco Montoro, Fernando Henrique Cardoso, Luis Gushiken, Miguel Arraes, Luiz Inácio Lula da Silva e Ibsen Pinheiro (último atrás da faixa das Diretas Já) encaminham-se para o Comício Pró-Diretas, realizado na zona central da capital.

 O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva lembrou neste sábado o movimento "Diretas Já" surgido há trinta anos para reivindicar o direito à eleição direta para presidente da República no fim da ditadura militar e afirmou que o país "tem que aprender a valorizar a democracia".


Lula fez referência ao movimento civil que em 25 de janeiro de 1984 levou milhares de pessoas às ruas de São Paulo, e depois se expandiu por todo o país para reivindicar o fim do regime militar (1964-1985).
O movimento pela redemocratização reuniu políticos que na atualidade estão em partidos rivais, como o próprio Lula, do PT, e na época líder sindical, e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), então no PMDB.
"Fizemos a campanha mais extraordinária que o país viu, porque conseguiu unir todo mundo, todo o movimento sindical, o movimento estudantil, muitos empresários, todos os partidos políticos, com exceção dos de direita", lembrou o ex-presidente em mensagem divulgada pelo Instituto Lula.
O movimento "Diretas já" ajudou na volta à democracia. Apesar da importância das Diretas, a primeira eleição de um presidente civil foi indireta, e entre 1985 e 1990 José Sarney governou o país, até passar a faixa para Fernando Collor de Mello, primeiro presidente eleito por voto direto desde 1962.
"Nós precisamos aprender a valorizar a democracia. A democracia, em qualquer lugar do mundo, foi conquistada a custo de muita luta, de muito sacrifício, de muita morte. A democracia não foi de graça em nenhum lugar do mundo. Estou contente de ter participado do maior movimento cívico na história dos 500 anos do Brasil", acrescentou.
 EFE




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